A Bela Adormecida

Baseado na história de Charles Perrault, este ballet conta a história de uma princesa recém-nascida que é amaldiçoada pela fada Carabosse a furar o dedo e morrer, porque seus pais esqueceram de convidar a fada para a celebração de seu nascimento. Ela, no entanto, é salva outra fada que suaviza a maldição decretando que a menina não morreria, mas dormiria por 100 anos até que o príncipe a resgatasse de seu sono com seu beijo de amor.


A Bela Adormecida é visto como o auge da dança clássica e a grande realização da carreira do coreógrafo Marius Petipa. Com música inspiradora, riqueza coreográfica e produção luxuosa, A Bela Adormecida definiu o Ballet como uma importante arte e inspirou muitos coreógrafos de seus dias e foi reconhecido como uma ballet “de todas as artes” por Alexander Benois, porque todos os elementos do ballet em sua estreia atuaram com igual peso.


Por volta de 1888, a audiência estava deixando de ir ao teatro e o diretor dos teatros imperiais, Ivan Alexandrovitch Vsevolozhsky, escolhido pelo czar, sugeriu a Petipa que montasse A Bela Adormecida como forma de reavivar o interesse do público (e também como forma de dar uma última chance ao mestre de ballet, uma vez que estava quase o dispensando), o que não agradou muito a Petipa no começo (ele não gostava da ideia de alguém lhe dizendo o que deveria montar).