Gravidez e ballet

Atualizado: 1 de Jan de 2019

É muito importante continuar a se exercitar durante a gravidez. Mas, como com qualquer atividade, é preciso tomar alguns cuidados no ballet. E, claro, sempre ter o aval do médico para continuar se exercitando.

Algumas coisas que vão acontecer com seu corpo: um hormônio chamado relaxina, que ajuda na expansão do útero, também afrouxa os tendões, ligamentos e tecido conjuntivo, incluindo o tecido que liga seus ossos pélvicos. Isso os torna mais suscetíveis a lesões. Por isso, nada de exagerar no grand écart ou no grand battement.

Além disso, no fim do segundo trimestre da gravidez, a barriga começa a atrapalhar. Na verdade, desde o começo o corpo muda, os seios incham e o equilíbrio acaba ficando comprometido. Não tenha medo de usar a barra mais do que o habitual.

Irina Dvorovenko, primeira-bailarina do American Ballet Theater, ficou grávida durante as semanas finais da temporada do Metropolitan Opera House, quando ela e o marido estavam dançando Romeu e Julieta. Alguns trechos traduzidos livremente da revista Dancer:

"Minha primeira preocupação foi ‘Serei capaz de dançar um Lago do Cisne com 8 semanas de gravidez?’ O médico disse: 'Ouça o seu corpo. Se você sentir dor ou sangramento iniciar, pare imediatamente’. "

Ela também se sentia exausta. "Eu geralmente sou, tipo, 200 por cento. Fiquei 30 por cento".

Ela ganhou apenas 2 quilos durante seu primeiro trimestre e foi capaz de esconder a gravidez. "Minha barriga não apareceu", disse ela. "Apenas o corpo parece um pouco diferente." Três dias depois do parto, Dvorovenko retornou ao estúdio de dança para alguns exercícios mais delicados e no chão. "Foi muito bom sentir os músculos na posição a que eles estão acostumados", disse ela.

Mas, talvez pela primeira vez, sapatilhas de ponta não foram sua prioridade.

Dicas:

· Se não está acostumada, evite saltos e pegadas mais perigosas.

· Os exercícios no solo e na barra não são contraindicados.

· Tome cuidado com os alongamentos, para que não ultrapassem uma área de conforto, com as repetições para que não fadiguem a musculatura, com as mudanças bruscas de direções e giros, pois suas articulações estão mais frouxas.

· A quantidade de sangue na circulação aumenta 50%, então a quantidade que o coração precisa bombar a cada batida aumenta em cerca de 40% – afirma o obstetra Patrick O'Brien, do University College Hospital, em Londres, e porta-voz da Royal College de Obstetrícia e Ginecologia. – Algumas pessoas defendem a teoria de que esse esforço extra do coração durante a gravidez pode seguir ajudando as mulheres no futuro. Mas se você acompanhar as mulheres após o parto, a maioria desses efeitos costuma voltar ao normal entre seis e oito semanas, e todos eles se normalizam completamente em até seis meses.


Dica de ouro: não exagere. Escute seu corpo e seu médico.


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