Ballet adulto – por que faz tão bem?

Atualizado: Mar 12

Não é de hoje que os adultos descobriram (ou redescobriram) o ballet. Ou a dança, em geral.


Eles lotam as salas de aula, muitas vezes sem o desejo de tornarem-se profissionais de dança, embora, cada vez mais, levem a sério a arte, estudando para além dos pliés e dos pas-de-bourrés.


A verdade é que aquela imagem da menininha vestindo um tutu rosa tem dado lugar para um excelente trabalho que algumas escolas de dança vêm fazendo com este foco no adulto.


“Os adultos iniciantes chegam completamente dispostos a aprender, e, embora alguns tenham dificuldades iniciais de flexibilidade e coordenação, elas são superadas pela rapidez com que entendem as correções ligadas à parte óssea e muscular. Aqui trabalhamos bastante com este tipo de informação e com metodologia internacional da Royal Academy of Dance para qualquer idade. É prazeroso ter este público na sala de aula.”, diz Ana Yazlle, diretora da Bravo! Ballet, em São Paulo.


A procura pela dança parece fazer muito sentido para os adultos que procuram uma atividade física completa. Um trabalho conduzido por Tim Watson, professor de fisioterapia da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, comparou o condicionamento e o desempenho de bailarinos versus praticantes de natação e o resultado apontou que os praticantes do ballet apresentaram melhores resultados em sete de dez medidas de condicionamento físico analisadas, como equilíbrio psicológico, flexibilidade e equilíbrio corporal.


E para aqueles que ainda imaginam o ballet como algo delicado, a pesquisa demonstrou que os bailarinos possuem 25% a mais de força de empunhadura que os nadadores. Os sistemas respiratório e cardiovascular também são amplamente trabalhados pelo ballet. Além disso, a dança desenvolve a musculatura peitoral, do abdômen e das costas, o que contribui para a postura, evita dores e trabalha – ainda – a expressão artística.


Muito além dos benefícios físicos, está uma série de habilidades que a dança traz como bagagem para a vida – não importa qual a idade ou qual sua profissão.


· Disciplina: uma rotina de aulas, ensaios e apresentações é a melhor amostra do que é ter disciplina – e como ela é boa e traz benefícios em vários aspectos.


· Resiliência: na dança, estamos o tempo todo sendo corrigidos, e entendemos que isso, na verdade, é bom. Você passa a ver as críticas com muita clareza e trata isso de forma profissional.


· Autoconfiança: o conhecimento do corpo, de toda a sua potencialidade, é fundamental para crianças e adultos. Conhecer seu espaço, seu lugar no mundo, a relação com o ambiente e com quem vê você dançar (sendo plateia, professor ou um examinador) são conquistas em etapas que constroem confiança para a vida.


· Disponibilidade emocional: quando você dança, especialmente em um espetáculo no palco, a entrega é muito grande. Você coloca todo o seu corpo à disposição de um personagem, de uma coreografia, se envolve com a música e, no fim, está ali fazendo algo maior para uma plateia. Independentemente do trabalho que você execute na sua vida profissional, quando há este nível de comprometimento – com as suas entregas, com a sua equipe, com as pessoas que vai atingir, o sucesso é garantido quando há verdade e amor no que está executando.


Anna Rita Aguirre Mazo, também diretora da Bravo! Ballet, complementa: “Nunca é tarde para começar a dançar. O ballet traz um condicionamento excepcional ao mesmo tempo em que trabalha várias memórias: a corporal é só uma delas. Dançar adia a falta de flexibilidade, a perda muscular e, muitas vezes, funciona como uma terapia.”



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